Dos festivais, este era o quê eu
mais esperava! Para os Incas, a grande colheita. Não sei bem o porquê, mas
esperava muito. Com a correria, cheguei a pensar que não fosse conseguir. Mas
em fim consegui.
O
rito que marca a promessa da volta da Luz (Da criança) em todas as tradições, (pelo menos das que eu conheço, não conheço
todas), modificando apenas a nomenclatura e vinha muito a calhar na fase
que eu estava passando. Uma semana antes a minha vida parecia estar tudo a
ruir, horripilante sensação... (cheguei a imaginar Descartes, na sua
desconstrução, pra chegar no: penso, logo existo)...claro que a mente de
Descartes é muito mais brilhante que a minha, creio que ele não sofreu de
angustia como eu quando desconstruiu tudo o que sua mente concebia como
concreto pra chegar nisso! Ele fez sozinho uma maiêutica, de Sócrates (Uau!).
Voltando pra Terra, e pro blog!!!!
A
sensação era horripilante, chorei muito, foi difícil manter a serenidade,
precisei de ajuda, mas lá no fundo, bem lá no fundo, nos momentos de calma, que
eram bem raros, sentia algo do tipo: até isso faz parte! Querendo sempre manter
o controle da situação, de tudo. A lição era diferente, e, diretamente o seu
oposto.
Ah!
Nada está sob controle! Externamente nada!
Porém,
não posso descartar o que já havia aprendido, e sei que cabe a cada um de nós
descobrir os caminhos da nossa própria alma, o caminho da sua Luz e nesses
momentos “aterrorizantes” tê-la como norte, porto seguro, fortaleza... o chão!
E que ninguém, nunca se sinta sem chão nesta Terra!! Assim é!!!
Montei
meu ritual e fiz algo que nunca, jamais fiz (tchan, tchan, tchan, tchan...) deixei pra comprar os itens que
faltavam no dia do ritual, ficou faltando a romã (putz, já #@%$& né?!)
ai quando eu tava quase chorando, sem saber o quê fazer uma bruxinha de perto
da minha cidade, gentilmente pelo face
book abriu minha mente: “O importante
não é ser perfeito, mas verdadeiro, não
se prenda a detalhes.”
Então
inocentemente, substituí por milho, de boas na lagoa. J Depois de toda a
preparação, quando iniciei o rito, me dei conta de que o milho é sagrado pra
nós, por milhares de motivos. Foi lindo, foi pleno!
A
ritualística foi boa, me surpreendi (comigo mesmo). E embora eu me sinta muitas
vezes culpada por não celebrar exatamente como os outros descendentes dessa
tradição, pelas dificuldades do idioma (que eu não falo bem), falta de grana
para importar itens, falta de tempo pra fazer como eu queria: confeccionar
tudo, eu sei que a cada ritual, antes de qualquer coisa, minha dedicação em
reverência está em primeiro lugar. Samhaim foi especial!
Foi
um rito de confirmação. Me senti feliz por ser parte de algo, ser só mais uma
somada, agregada, entrelaçada, como um elo de uma grande corrente que é
maravilhosamente humana, e o melhor, que aceitaram se unir a mim em respeito. Eu não
preciso mudar para eles. Aceito e sou aceita como sou. E por respeitá-los
antes, depois, passei a respeitar ainda mais! De fato, estão renascendo
sentimentos que em mim haviam sido soterrados. Às vezes eu creio que tem
vários! Ainda vou descobrir. E só de escrever essas palavras eu me emociono em
gratidão e minha aura fica toda cor de rosa! <3
Assim
levo a vida! Sendo uma bruxinha atenta ao fato de que a verdadeira magia vem da
alma, nunca já mais do ego, tudo bem que os egos podem agir em magia, aí já é
outra história... Esse ensinamento infere que não existe ninguém mais forte ou
mais fraco, existem pessoas em seus caminho e fim. O meu é esse aqui!
