quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PRECONCEITO RELIGIOSO



Eu pensava já não mais existir, confesso!

            Errei demais, a vida é bem mais “fácil” entre “iguais”. Mas a mim tudo se confirma quando percebo que nem irmãos na realidade são iguais. Na natureza nada se repete igualmente, pode ser sim semelhante, mas nada é idêntico, seriado.  

            Voltando ao assunto, passei por isso sim! O mundo vive um surto de generalização, com certeza, e em geral o preconceito vem de pessoas com pouco conhecimento com relação ao assunto. Seja qual for o assunto.

            Quando eu lia a revista Capricho, lá em 1900 e bolinhas já lia que: “O preconceito é a incapacidade de lidar com as diferenças.” E a vida confirma certas coisas e, isso também foi confirmado. Eu com três números 9 no mapa numerológico, virgem de ascendente em gêmeos, lua em sagitário, sempre soube dentro do meu ser que a diferença é normal, quando se está bem com a sua individualidade.

            E juntamente com o meu povo* (os Incas), cremos que é muito importante reconhecer a verdade para além da nossa própria verdade, buscando o entendimento da verdade do outro sem pretender impor a nossa aos outros. (Esse é um dos princípios Incas que datam de 1800 A.C, e é contemporâneo em ultimo grau \o/).

            Então como neopagãos, bruxos, wiccans que já nos habituamos a pensar dessa forma, não devemos engrossar a egregora deles com discussões de baixo calão não, Reforçando esse "diabo" que eles acreditam! Devemos nos preocupar em vivenciar princípios como os dos Incas, que além de serem minha tradição foram citados aqui como exemplo. Certamente outras tradições tão, ou ainda mais antigas tem estes mesmos preceitos.

            Além de vestirmos a “camisa” do país Laico, frisarmos que a nossa prática é estarmos em harmonia com a natureza, as pessoas, os Deuses e viver isso. Além do quê está é a condição deste novo eon e essa maneira de pensar dos esotéricos, exotéricos, espiritualistas, bruxos, neopagãos e wiccans é o que pretende permanecer... segundo as previsões dos Incas, espíritas, herméticos, os seguidores da Thelema e etc.

            Não quero causar nenhuma polêmica porque tenho várias suposições “teóricas” sobre o assunto (que seriam um bombardeio, abafa!), mas creio que o recado está dado.



            #Só um adendo: Se vc não se identifica com nenhum dos assuntos ditos aqui, esqueça que vc leu, pois este blog está direcionado há pessoas que compartilham do mesmo ponto de vista do meu! Gratidão a todos!!




   Até a próxima!!


meu povo* = minha tradição

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ESCOLHER UM PANTEÃO




Isso acho que foi o mais demorado pra mim... tinha muitas reticências e, como diria Caetano Veloso na música sampa "Narciso acha feio o que não é espelho." São muitos panteões, uma infinidade! Por desconhecê-lo não me identificava com nada! Tem uma frase muito boa pra isso também: Quando vc conhece algo/alguém em ultima instância, vc passa a amá-la! (Infelizmente não sei a autoria, se alguém souber, me conte nos comentários?)
Tive que encarar a leitura, não tem jeito gente! Todo mundo pode até te dar 1000 dicas, mas a sua própria descoberta é muito importante. Pelo menos na bruxaria.
Eu tinha algo em mente que eu não me identificava com os Deuses europeus (respeito que se identifica, mas não era a minha, mesmo com essa imagem do monte Olimpo, pra ilustrar (rsrs)), queria algo mais moreno, mais mulato, mais negro, por quê não?
Conheci um pouco da Umbanda também, afinal, vai que poderia ser, e essa religião é muito linda também! Mas não tinha aquele tchan comigo.
Um dia eu comecei me lembrar da origem do meu sobrenome e que nos ultimos tempos a força indígenas vem se remexendo em mim com comentários do fundo da alma do tipo: quero vender tudo e ir morar com os índios! (parece um meme, mas esse modo de vida moderno as vezes é $%#@&).
Deu os Incas!!! Foi a gota! Era isso mesmo, aí estudei (gente toda tradição é muito vasta, não dá pra ter doutorado estudando em casa hein!?), fui lendo e me identificando, gostando, dediquei meu primeiro ritual, senti que era isso mesmo!!! Aí pronto!
Gostaria muito de que quem ler postasse como foi sua descoberta, ou como foi nos comentários, por que o objetivo aqui é partilhar.

Vou deixar o link do site e a imagem pra vcs verem o resultado!




http://www.origemdonome.com/Ataliba.html#.Vp_tmk9K9UU

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O CHAMADO



Bom, segunda postagem!

Vamos começar do começo. Do começo da criança que (rsrs) deu passagem num centro espírita mesmo na barriga da mãe, pra falar com a mãe! Nunca vi isso, a não ser de mim.

De que eu começo a me lembrar eu num quintal gigante... me lembro de cheirar as folhagens diferentes, me lembro de uma vez ter achado hortelã (sem saber) levar pra casa e perguntar pra minha mãe o que é? Dá pra fazer chá? E tomar chá de várias coisas.

Me lembro que, minha mãe vendia tuppawere e fazia muitas reuniões nas casas de suas amigas, e das amigas das suas amigas e nos anos 80, lá pra 87, 88, 89 era moda ter talismãs em casa, eu achava que era porque, em cada casa que eu ia e via um elefante de costas pra porta, uma pirâmide de cristal, ou uma drusa de cristal eu dava um jeitinho de me sentar bem pertinho pra ver, sem ninguém notar. Afinal, tinha a instrução expressa de NÃO mexer em nada.

E os desenhos, quando criança, creio que desenhava mais e melhor desenhava muito! Depois conforme crescida fazias uns carbonos pra minha irmã professora rodar no mimeógrafo pra seus alunos...

Frequentava centros Espíritas desde os 5 ou 6 anos, religião na qual permaneci até os 26 anos, e aprendi muito! Conheci pessoas extraordinárias. Minha avó, mãe da minha mãe médium, aliás, as avós porque minha avó paterna era católica, mas benzia muitas crianças. Aquela sábia que manipulava ervas...

Aí nessa época eu já me sentia um pouco diferente,  humana, gente, como todo mundo mas com um sentimento em mim diferente.

Cresci e aconteceram muitas coisas inclusive mudei de residência. Aos 14 anos juntamente com meus amigos, achamos uma revista destas exotéricas que explicavam os modos de vida dos Essênios e dos Wiccans, as fotos da revista, os relatos, que fora jogada fora (!), falavam comigo, eu não sei como, lembro delas nitidamente até hoje, com detalhes! Foi o primeiro chamado eu não ouvi! Como era cristã dei mais atenção aos Essênios do que a Wicca, por preconceito mesmo, o medo do que iriam pensar.

Depois me mudei novamente para o interior, me envolvi com artes, fiz curso técnico... entrei no atual Deus da Sociedade: O Mercado de trabalho. Fui morar com meu amor aos 18 anos e aí, confesso, tive mais liberdade pra ter um cristal, ascender um incenso... ler livros diferentes. Novamente o chamado eu não ouvi!

Tudo bem gente! A gente se preocupa com muitas coisas, não me preocupei com isso! Aos 26 anos eu e meu marido fomos morar na zona rural, que hoje não é tão rural assim. Acho que aí as coisas entraram num certo eixo, embora um ano depois eu fosse passar por muitas coisas (calma, voltemos onde eu estava). Ali eu podia meditar ao som dos pássaros, li muito estudei muito, pus em prática muito do que eu havia aprendido no misticismo, não na bruxaria! As coisas estavam andando relativamente bem, eu engravidei (depois de 7 anos tentando) o que ainda é meu maior sonho, ser mãe, mesmo minha filha tendo 6 anos hoje, e passei por uma fase muito, muito, muito difícil que hoje eu vejo que na verdade foi o preço por eu não ter realmente me cuidado. Tinha ainda muitas ilusões que eu ainda não tinha tido a oportunidade de enfrentá-las do tipo: todo mundo é 100% bom. Hoje, de coração eu percebo que todo mundo tem um lado bom, mas por esse lado pra fora são outros 500. Tive problemas que me fizeram questionar em ultimo grau a existência de Deus. Ai,  comecei a desmontar um montão de conceitos. Não me vi mais como centro das coisas, mas dona da minha vida  e finalmente tive uma internet (só pra mim) J.

Foi o estopim, não tinha mais volta, o Kardecismo é excelente, mas não me preenchia não respondia mais minhas perguntas e de fato em 2014 e 2015 vi livros espíritas que eu sempre quis ler mas não tinha naquela época. Fui pra internet conheci o Marcus da minha cidade, que apesar de ser mais novo do que eu já caminhava há mais tempo (todo mundo nesse meio começou adolescentes, manos eu L). O Marcus me introduziu e me apresentou a wicca, assisti rituais e tive contato real com esse mundo novo e a novidade de crer numa Deusa!?

Esse aspecto feminino sábio misterioso do universo que não é somente recatada, submissa, apenas virginal. Mas sim, um aspecto feminino que é completo, sexuada, firme e forte. Ao mesmo tempo é, obviamente, suave sensível, sábia* (repetitivo mas primordial) e por que não dizer sensual (?!), assim como os deuses masculinos são viris!

Rompi com o puritanismo, rompi com a cegueira ter um Deus que cuida de tudo mesmo sabendo que eu não estava satisfeita. O feminino me mostrou que eu sou dona de mim e sobretudo que, ser fera ou ser dócil também é de mim e é natural.

Pouco tempo depois conheci a bruxaria, com a Lua Serena, que por sorte, também mora na minha cidade, senti que minha vida alcançou algo e aos poucos, fui me lembrando das matriarcas da minha família, resgatei de criança minha atração pelas ervas, pelos bichos e as flores que permeavam minha cabeça. Em 5 anos aprendi sobre tarô, xamanismo, ervas, Honoponopono, Reiki, cristais, Fraternidade Branca, numerologia, aprendi enormemente com o Gasparetto e seus guias maravilhosos, mais recentemente, tenho “namorado” o Baralho Cigano, Aliester Crowley, Hermes Trismegisto e amando cada um deles. Sei que ainda não sei tudo e de tudo que eu falei ainda há mais a ser aprendido. Essa encarnação é muito pouco! Não sou mais que ninguém, mas sou vegetariana <3.

Essa sou eu e minhas desventuras em série, dessa vez tinha muito a aprender, a próxima será melhor. Só queria dizer que estou satisfeita, feliz nesse sentido. E a vida com certeza não é mais a mesma, mas não quero voltar!!

Até a próxima!