terça-feira, 17 de maio de 2016

SAMHAIM



Dos festivais, este era o quê eu mais esperava! Para os Incas, a grande colheita. Não sei bem o porquê, mas esperava muito. Com a correria, cheguei a pensar que não fosse conseguir. Mas em fim consegui.
            O rito que marca a promessa da volta da Luz (Da criança) em todas as tradições, (pelo menos das que eu conheço, não conheço todas), modificando apenas a nomenclatura e vinha muito a calhar na fase que eu estava passando. Uma semana antes a minha vida parecia estar tudo a ruir, horripilante sensação... (cheguei a imaginar Descartes, na sua desconstrução, pra chegar no: penso, logo existo)...claro que a mente de Descartes é muito mais brilhante que a minha, creio que ele não sofreu de angustia como eu quando desconstruiu tudo o que sua mente concebia como concreto pra chegar nisso! Ele fez sozinho uma maiêutica, de Sócrates (Uau!). Voltando pra Terra, e pro blog!!!!
            A sensação era horripilante, chorei muito, foi difícil manter a serenidade, precisei de ajuda, mas lá no fundo, bem lá no fundo, nos momentos de calma, que eram bem raros, sentia algo do tipo: até isso faz parte! Querendo sempre manter o controle da situação, de tudo. A lição era diferente, e, diretamente o seu oposto.
            Ah! Nada está sob controle! Externamente nada!
            Porém, não posso descartar o que já havia aprendido, e sei que cabe a cada um de nós descobrir os caminhos da nossa própria alma, o caminho da sua Luz e nesses momentos “aterrorizantes” tê-la como norte, porto seguro, fortaleza... o chão! E que ninguém, nunca se sinta sem chão nesta Terra!! Assim é!!!
            Montei meu ritual e fiz algo que nunca, jamais fiz (tchan, tchan, tchan, tchan...) deixei pra comprar os itens que faltavam no dia do ritual, ficou faltando a romã (putz, já #@%$& né?!) ai quando eu tava quase chorando, sem saber o quê fazer uma bruxinha de perto da minha cidade, gentilmente pelo face book abriu minha mente: “O importante não é ser perfeito, mas verdadeiro,  não se prenda a detalhes.”
            Então inocentemente, substituí por milho, de boas na lagoa. J Depois de toda a preparação, quando iniciei o rito, me dei conta de que o milho é sagrado pra nós, por milhares de motivos. Foi lindo, foi pleno!
            A ritualística foi boa, me surpreendi (comigo mesmo). E embora eu me sinta muitas vezes culpada por não celebrar exatamente como os outros descendentes dessa tradição, pelas dificuldades do idioma (que eu não falo bem), falta de grana para importar itens, falta de tempo pra fazer como eu queria: confeccionar tudo, eu sei que a cada ritual, antes de qualquer coisa, minha dedicação em reverência está em primeiro lugar. Samhaim foi especial!
            Foi um rito de confirmação. Me senti feliz por ser parte de algo, ser só mais uma somada, agregada, entrelaçada, como um elo de uma grande corrente que é maravilhosamente humana, e o melhor, que aceitaram se unir a mim em respeito. Eu não preciso mudar para eles. Aceito e sou aceita como sou. E por respeitá-los antes, depois, passei a respeitar ainda mais! De fato, estão renascendo sentimentos que em mim haviam sido soterrados. Às vezes eu creio que tem vários! Ainda vou descobrir. E só de escrever essas palavras eu me emociono em gratidão e minha aura fica toda cor de rosa! <3
            Assim levo a vida! Sendo uma bruxinha atenta ao fato de que a verdadeira magia vem da alma, nunca já mais do ego, tudo bem que os egos podem agir em magia, aí já é outra história... Esse ensinamento infere que não existe ninguém mais forte ou mais fraco, existem pessoas em seus caminho e fim. O meu é esse aqui!

quinta-feira, 17 de março de 2016

OS PERCAUSOS DO CAMINHO







Bom, antes de me descobrir (sim, por que isso é uma descoberta), entendi por que levei tanto tempo ao assumir essa verdade em mim, falo por que quando você é de outra vertente, obviamente com um ponto de vista diferente deste, você pode esperar que a Divindade escolha por você. Aqui não, nada tira a sua responsabilidade de viver a sua vida, de fazer suas próprias escolhas, de ser quem você é. E pra mim isso é o mais profundo respeito!

Como diria o Calunga (meu amigão), uma entidade a quem eu estimo e respeito muito: Está tudo aí pra você fazer!

Claro que não é fácil, ele mesmo reconhece isso, e todos temos limites e tem horas que a gente estressa mesmo! Em fim, como diz o lindo samba, “levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”, assim é a preciosa vida.

Na bruxaria é algo mais que seguir as regras estabelecidas, apesar das regras aqui serem 100% total flex, é preciso por a mão na massa!

É uma infinidade de coisas a se trabalhar, a primeira é lhe dar com suas trevas (por que as sombras são neutras e refrescantes, todo mundo quer sombra e água fresca! Então trevas é o que define melhor aquela parte que a gente reluta em ver), é, ela faz parte de mim! Assim posso lhe dar com as travas de outros ao meu redor num primeiro instante, no segundo instantes posso transformar isso em mim. Nesse caso gosto de uma frase clichê na psicologia: “Nunca se sabe qual “defeito” sustenta a nossa sanidade.”

Agora sei o que é ser inteira e, não me acho mais o suprassumo de bondade, desencanei, relaxei!

Ao mesmo tempo, vivenciar os sinais, as vozes, as intuições que os Deuses proporcionam ter a certeza de não só vivermos com o pé no chão, mas descalça sobre o corpo da mãe, o tempo todo.

Entender que os “terremotos” vão e vem quando forem necessários, te pergunto: é fácil? Não! Mas nisso tudo tem amor, tem sim uma bondade imensa, é confortável apesar de tudo, pois de fato nada é em vão. Aqui sim é confortável se sentir pequeno (no sentido de poeira estrelar), não cômodo, afinal o macro e o micro são idênticos e está em essência em tudo, na verdade não faz diferença ser grande, nem super inteligente, nem o melhor. SER é comungar com Eles a todo instante, com a sensação de bailar com a vida sempre e de certa forma estar pronta para rodopios, giros fazem parte da dança e no apanhado de tudo dão graça e beleza!
Os Deuses não estão só lá em cima,  estão em baixo, aos lados e principalmente dentro!

Perceber que não é só o outro que tem um ego frágil, eu também tenho um ego frágil e tão sensível quanto, no entanto tenho plena consciência de que ambos merecem respeito! E ai de mim se fecho os olhos pra isso. E isso não é só uma questão de valor, empatia, é uma questão de não vitimismo também.

A bruxaria é integrar-se e perceber a natureza num nível impensado pra muitos: a natureza de si! Desnudar-se um pouco. Viver mais.

Ainda tenho muitas coisas a conhecer, perceber, trabalhar, com certeza, mas tenho certeza de que já fui ao centro de mim!


 




Gratidão/Añaychay

domingo, 14 de fevereiro de 2016

NOVA CONEXÃO, NOVOS APRENDIZADOS

No ritual de Lammas, deste ano, eu estava um pouco desencorajada para celebrar, por que eu não tinha uma boneca de milho. Nem uma para consagrar neste ano, muito menos a do ano passado. Eu nem sei costurar, eu sei fazer outros artesanatos mas eu não sei costurar. E também a "colheita" passada não tinha sido tão "boa" a ponto de eu querer celebrar. Mas eu tava com muita vontade de fazer o rito para cultuar Mama Sara, a Deusa de uma vontade firme e de muita força que serviu de alimento sagrado para o seu povo.
Conversei com ela e disse a ela tudo isso que eu escrevi a cima, e fiz uma pergunta: A gente está aqui para lhe dar, conhcer e conviver com o mal?  (Por que de fato mal é horrível é mesmo perverso). E eu obtive a resposta que ente outras coisas, a gente está aqui pra manifestar e materializar o bem em nós de várias formas, várias maneiras de materializar e manifestar e não é só isso, a vida é mãe e "professora" e os aprendizados são muitos e não  param e tudo de negativo se intensificam quando deixamos de nos ouvir, ouvir nosso Deus interior, para ouvir pessoas que não querem o bem. Quem não quer o bem de outros tbm não quer o bem próprio, por que é assim que a vida funciona. 
Nossa senti um horizonte na minha frente! 
Mas cometi um pequeno equívoco. Achei que embora o ritual tenha tido poder para a finalidade que teve, eu terminei achando que não era exatamente ela, tipo assim: como uma Deusa vai falar diretamente comigo (ainda não estou acostumada a certas coisas e outra sei que eu estou longe da perfeição). Aí nossa, do nada mas suave, em todo o lugar que eu ia tinha uma arainnha em mim, só um dia que foi uma ar Madeira média, mariposas e formigas, muitas formigas até no chuveiro. Mas não em casa em mim mesmo. No braço, pernas, cabelo. A noite meus garis ficavam enlouquecidos com as mariposas, eu no canto da sala sempre levava rasantes delas. Perguntei pelo ask.fm para o Elfo Lunar que juntamente com a Lua Serena têm sidos pontuais na minha vida nos últimos tempos (são pessoas que eu respeito muito, e eles tem conquistado um lugar bem bacana no meu coração). Aliás até agora na minha jornada só tenho conhecidos boas pessoas neste caminho! E a partir do que eu me  reconectei com Ela é descobri que a meia entrega, ou a falta dela é uma porta fechada na vida da gente. Se vc se conectar com qualquer deidade o "axé" dela está com você de inúmeras formas. 
Esse fato deu sentido para perceber que na verdade não existe colheita ruim, e também as palavras sempre em frente. 
Estou bem e estou feliz, espero que vocês leiam e se encontrem dessa mesma forma. 
Anaychay


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O QUE MUDA QUANDO SE ENCONTRA COM O SAGRADO FEMININO

Bom, quero logo que conste que está postagem não é uma crítica, somente um relato.

Primeiramente, digo que, antes (e isso não faz muito tempo) algumas coisas me incomodavam. Entre elas o fato de eu não notar minhas fases nem mesmo minhas faces (isso não tem nada a ver com máscaras), são faces mesmo. Então eu exigi de mim que me mantesse sempre do mesmo jeito com o mesmo humor, temperamento sempre linear, sempre reto.
O ciclo menstrual me incomodava, pra mim, era uma semana de "frenagem". Outra coisa era consciliar os papéis da mulher que toda mulher tem, eu achava tudo muito complicado. E digo que continua sendo, agora estou sob outra perspectiva.
Eu negava em mim, e muito, todos estes aspectos femininos, logo, não dava pra admitir a presença do Sagrado Feminino, a coisa foi piorando quando notei que estava perdendo a ternura, o carinho dentro de mim (olha que eu nunca fui um poço de carinho).
Eu senti isso, era evidente, não havia como negar. Mas eu já andei o caminho das pedras, logo viriam a rigidez e o vazio interior.
Chorei, chorei muito eu chorei pra caramba!
Depois de aliviada busquei nas estruturas e decidi que queria mudar, a começar por mim estendendo para os que estão mais próximos.
Já notei diferenças, várias diferenças pequenas e mais acho que notei que não era só eu assim.  O patriarcado têm muita influência nessa forma de ser.
Hoje o ciclo não me incomoda mais, eu o respeito é o encaro como um período único pra mim cada ciclo é diferente. O ciclo é um Dom em mim. A maternidade, e todos os outros papéis que tenho. 
A Deusa me mostrou que a completude só se dá de fato quando estamos em equilíbrio, em luz e sombra (sombra sim, pois ainda somos humanos e, todos temos muito a trilhar),  alto e baixo, masculino e feminino. Como o Caldeirão da grande mãe onde borbulha todas as coisas, todos os elementos onde tudo estaria "apurando" em potência e,  no momento exato se manifestará naturalmente como criação divina do amor Deles, dessa União sagrada e também profana.
Claro temos várias ferramentas, terapia, calor humano. Tudo isso ajuda!  Mas considerando todos os Mestre podemos e devemos desnudar aspectos em nós que precisam um pouco mais de trabalho interior.
A espiritualidade, equilibrada e sadia requer auto conhecimento necessariamente! É um despertar sim!!! Sem negar nada do quê existe, é um integrar-se. 
Mas não se iludam o caminho a trilhar é longo, a jornada será do jeito que será, com dias bons dias ruins, mas com sabor único e quem conhece certamente saberá.
O SAGRADO feminino desatrofia uma parte da alma.


Anaychay  (Gratidão)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

INSPIRAÇÃO

Bom esse post aqui é bem simples, eu fiz um exercício de conexão que foi muito difícil pela correria da semana e do dia a dia (bem normal até, hoje em dia), mas que fora muito simples e pedi para que os meus ancestrais, me dessem uma direção. Agora que há um tempo coloquei em prática eu gostaria de dividir com vcs.
Eu não vou contar quantas vezes eu respirei, como foi que eu fiz por que eu (sinceramente) estou pensando se o que a gente põe no grimório e/ou no livro das sombras deve ser exposto. 
Eu acho que não. Se um dia eu mudar de ideia, beleza, mas eu ainda acho que não!


                                                    Foi me inspirado: "Seja filha (o) da Terra."

Foi difícil analisar isso, porém, minha intuição sempre diz que os sábios falam sempre pouco, pois já conquistaram uma destreza/habilidade de condensar o pensamento muito objetivamente, então eu conclui que a tarefa de desvendar isso era totalmente minha. E adivinhem? Era mesmo.

Aí eu parti para a contemplação,  fiquei observando, pensando isso, sem sucesso. Aí eu vi, na verdade deduzi, que aqui na bruxaria a teoria é muito boa, tem pra todos os perfis (com algumas ressalvas), mas a prática é que é importante, a prática é fundamental!

E a situação se formou em volta de mim, no momento crucial, me veio a mente esta pequena frase: Seja filha da Terra. Mas não só na bruxaria, nos sentimentos, nas palavras, no modo de ser e de agir. Depois disso eu me lembrei de um professor de biologia que tive no "antigo colegial" que nos ensinou que: A Terra é um corpo super simples, porém devemos vê-la como um organismo vivo. Pois de acordo com as condições do solo em determinado local ela "escolhe" qual planta vai se desenvolver ali. E ele falou mais e tals, mas isso é o que veio a minha mente. Achei muito apropriado. Entendi perfeitamente o "recado". Vi que há aspectos meus que necessitam reformular (e quem não tem?).

Então pra nós que trilhamos esse caminho, além do ensinamento do quê significa o culto dos Polos sagrados, também a lição da prática e principalmente da vivencia, com bases na boa leitura. Tomara que este texto vos inspire como me inspirou!




  Napaykuy (Saudações)
  

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

PRECONCEITO RELIGIOSO



Eu pensava já não mais existir, confesso!

            Errei demais, a vida é bem mais “fácil” entre “iguais”. Mas a mim tudo se confirma quando percebo que nem irmãos na realidade são iguais. Na natureza nada se repete igualmente, pode ser sim semelhante, mas nada é idêntico, seriado.  

            Voltando ao assunto, passei por isso sim! O mundo vive um surto de generalização, com certeza, e em geral o preconceito vem de pessoas com pouco conhecimento com relação ao assunto. Seja qual for o assunto.

            Quando eu lia a revista Capricho, lá em 1900 e bolinhas já lia que: “O preconceito é a incapacidade de lidar com as diferenças.” E a vida confirma certas coisas e, isso também foi confirmado. Eu com três números 9 no mapa numerológico, virgem de ascendente em gêmeos, lua em sagitário, sempre soube dentro do meu ser que a diferença é normal, quando se está bem com a sua individualidade.

            E juntamente com o meu povo* (os Incas), cremos que é muito importante reconhecer a verdade para além da nossa própria verdade, buscando o entendimento da verdade do outro sem pretender impor a nossa aos outros. (Esse é um dos princípios Incas que datam de 1800 A.C, e é contemporâneo em ultimo grau \o/).

            Então como neopagãos, bruxos, wiccans que já nos habituamos a pensar dessa forma, não devemos engrossar a egregora deles com discussões de baixo calão não, Reforçando esse "diabo" que eles acreditam! Devemos nos preocupar em vivenciar princípios como os dos Incas, que além de serem minha tradição foram citados aqui como exemplo. Certamente outras tradições tão, ou ainda mais antigas tem estes mesmos preceitos.

            Além de vestirmos a “camisa” do país Laico, frisarmos que a nossa prática é estarmos em harmonia com a natureza, as pessoas, os Deuses e viver isso. Além do quê está é a condição deste novo eon e essa maneira de pensar dos esotéricos, exotéricos, espiritualistas, bruxos, neopagãos e wiccans é o que pretende permanecer... segundo as previsões dos Incas, espíritas, herméticos, os seguidores da Thelema e etc.

            Não quero causar nenhuma polêmica porque tenho várias suposições “teóricas” sobre o assunto (que seriam um bombardeio, abafa!), mas creio que o recado está dado.



            #Só um adendo: Se vc não se identifica com nenhum dos assuntos ditos aqui, esqueça que vc leu, pois este blog está direcionado há pessoas que compartilham do mesmo ponto de vista do meu! Gratidão a todos!!




   Até a próxima!!


meu povo* = minha tradição

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ESCOLHER UM PANTEÃO




Isso acho que foi o mais demorado pra mim... tinha muitas reticências e, como diria Caetano Veloso na música sampa "Narciso acha feio o que não é espelho." São muitos panteões, uma infinidade! Por desconhecê-lo não me identificava com nada! Tem uma frase muito boa pra isso também: Quando vc conhece algo/alguém em ultima instância, vc passa a amá-la! (Infelizmente não sei a autoria, se alguém souber, me conte nos comentários?)
Tive que encarar a leitura, não tem jeito gente! Todo mundo pode até te dar 1000 dicas, mas a sua própria descoberta é muito importante. Pelo menos na bruxaria.
Eu tinha algo em mente que eu não me identificava com os Deuses europeus (respeito que se identifica, mas não era a minha, mesmo com essa imagem do monte Olimpo, pra ilustrar (rsrs)), queria algo mais moreno, mais mulato, mais negro, por quê não?
Conheci um pouco da Umbanda também, afinal, vai que poderia ser, e essa religião é muito linda também! Mas não tinha aquele tchan comigo.
Um dia eu comecei me lembrar da origem do meu sobrenome e que nos ultimos tempos a força indígenas vem se remexendo em mim com comentários do fundo da alma do tipo: quero vender tudo e ir morar com os índios! (parece um meme, mas esse modo de vida moderno as vezes é $%#@&).
Deu os Incas!!! Foi a gota! Era isso mesmo, aí estudei (gente toda tradição é muito vasta, não dá pra ter doutorado estudando em casa hein!?), fui lendo e me identificando, gostando, dediquei meu primeiro ritual, senti que era isso mesmo!!! Aí pronto!
Gostaria muito de que quem ler postasse como foi sua descoberta, ou como foi nos comentários, por que o objetivo aqui é partilhar.

Vou deixar o link do site e a imagem pra vcs verem o resultado!




http://www.origemdonome.com/Ataliba.html#.Vp_tmk9K9UU

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O CHAMADO



Bom, segunda postagem!

Vamos começar do começo. Do começo da criança que (rsrs) deu passagem num centro espírita mesmo na barriga da mãe, pra falar com a mãe! Nunca vi isso, a não ser de mim.

De que eu começo a me lembrar eu num quintal gigante... me lembro de cheirar as folhagens diferentes, me lembro de uma vez ter achado hortelã (sem saber) levar pra casa e perguntar pra minha mãe o que é? Dá pra fazer chá? E tomar chá de várias coisas.

Me lembro que, minha mãe vendia tuppawere e fazia muitas reuniões nas casas de suas amigas, e das amigas das suas amigas e nos anos 80, lá pra 87, 88, 89 era moda ter talismãs em casa, eu achava que era porque, em cada casa que eu ia e via um elefante de costas pra porta, uma pirâmide de cristal, ou uma drusa de cristal eu dava um jeitinho de me sentar bem pertinho pra ver, sem ninguém notar. Afinal, tinha a instrução expressa de NÃO mexer em nada.

E os desenhos, quando criança, creio que desenhava mais e melhor desenhava muito! Depois conforme crescida fazias uns carbonos pra minha irmã professora rodar no mimeógrafo pra seus alunos...

Frequentava centros Espíritas desde os 5 ou 6 anos, religião na qual permaneci até os 26 anos, e aprendi muito! Conheci pessoas extraordinárias. Minha avó, mãe da minha mãe médium, aliás, as avós porque minha avó paterna era católica, mas benzia muitas crianças. Aquela sábia que manipulava ervas...

Aí nessa época eu já me sentia um pouco diferente,  humana, gente, como todo mundo mas com um sentimento em mim diferente.

Cresci e aconteceram muitas coisas inclusive mudei de residência. Aos 14 anos juntamente com meus amigos, achamos uma revista destas exotéricas que explicavam os modos de vida dos Essênios e dos Wiccans, as fotos da revista, os relatos, que fora jogada fora (!), falavam comigo, eu não sei como, lembro delas nitidamente até hoje, com detalhes! Foi o primeiro chamado eu não ouvi! Como era cristã dei mais atenção aos Essênios do que a Wicca, por preconceito mesmo, o medo do que iriam pensar.

Depois me mudei novamente para o interior, me envolvi com artes, fiz curso técnico... entrei no atual Deus da Sociedade: O Mercado de trabalho. Fui morar com meu amor aos 18 anos e aí, confesso, tive mais liberdade pra ter um cristal, ascender um incenso... ler livros diferentes. Novamente o chamado eu não ouvi!

Tudo bem gente! A gente se preocupa com muitas coisas, não me preocupei com isso! Aos 26 anos eu e meu marido fomos morar na zona rural, que hoje não é tão rural assim. Acho que aí as coisas entraram num certo eixo, embora um ano depois eu fosse passar por muitas coisas (calma, voltemos onde eu estava). Ali eu podia meditar ao som dos pássaros, li muito estudei muito, pus em prática muito do que eu havia aprendido no misticismo, não na bruxaria! As coisas estavam andando relativamente bem, eu engravidei (depois de 7 anos tentando) o que ainda é meu maior sonho, ser mãe, mesmo minha filha tendo 6 anos hoje, e passei por uma fase muito, muito, muito difícil que hoje eu vejo que na verdade foi o preço por eu não ter realmente me cuidado. Tinha ainda muitas ilusões que eu ainda não tinha tido a oportunidade de enfrentá-las do tipo: todo mundo é 100% bom. Hoje, de coração eu percebo que todo mundo tem um lado bom, mas por esse lado pra fora são outros 500. Tive problemas que me fizeram questionar em ultimo grau a existência de Deus. Ai,  comecei a desmontar um montão de conceitos. Não me vi mais como centro das coisas, mas dona da minha vida  e finalmente tive uma internet (só pra mim) J.

Foi o estopim, não tinha mais volta, o Kardecismo é excelente, mas não me preenchia não respondia mais minhas perguntas e de fato em 2014 e 2015 vi livros espíritas que eu sempre quis ler mas não tinha naquela época. Fui pra internet conheci o Marcus da minha cidade, que apesar de ser mais novo do que eu já caminhava há mais tempo (todo mundo nesse meio começou adolescentes, manos eu L). O Marcus me introduziu e me apresentou a wicca, assisti rituais e tive contato real com esse mundo novo e a novidade de crer numa Deusa!?

Esse aspecto feminino sábio misterioso do universo que não é somente recatada, submissa, apenas virginal. Mas sim, um aspecto feminino que é completo, sexuada, firme e forte. Ao mesmo tempo é, obviamente, suave sensível, sábia* (repetitivo mas primordial) e por que não dizer sensual (?!), assim como os deuses masculinos são viris!

Rompi com o puritanismo, rompi com a cegueira ter um Deus que cuida de tudo mesmo sabendo que eu não estava satisfeita. O feminino me mostrou que eu sou dona de mim e sobretudo que, ser fera ou ser dócil também é de mim e é natural.

Pouco tempo depois conheci a bruxaria, com a Lua Serena, que por sorte, também mora na minha cidade, senti que minha vida alcançou algo e aos poucos, fui me lembrando das matriarcas da minha família, resgatei de criança minha atração pelas ervas, pelos bichos e as flores que permeavam minha cabeça. Em 5 anos aprendi sobre tarô, xamanismo, ervas, Honoponopono, Reiki, cristais, Fraternidade Branca, numerologia, aprendi enormemente com o Gasparetto e seus guias maravilhosos, mais recentemente, tenho “namorado” o Baralho Cigano, Aliester Crowley, Hermes Trismegisto e amando cada um deles. Sei que ainda não sei tudo e de tudo que eu falei ainda há mais a ser aprendido. Essa encarnação é muito pouco! Não sou mais que ninguém, mas sou vegetariana <3.

Essa sou eu e minhas desventuras em série, dessa vez tinha muito a aprender, a próxima será melhor. Só queria dizer que estou satisfeita, feliz nesse sentido. E a vida com certeza não é mais a mesma, mas não quero voltar!!

Até a próxima!