Bom, quero logo que conste que está postagem não é uma crítica, somente um relato.
Primeiramente, digo que, antes (e isso não faz muito tempo) algumas coisas me incomodavam. Entre elas o fato de eu não notar minhas fases nem mesmo minhas faces (isso não tem nada a ver com máscaras), são faces mesmo. Então eu exigi de mim que me mantesse sempre do mesmo jeito com o mesmo humor, temperamento sempre linear, sempre reto.
O ciclo menstrual me incomodava, pra mim, era uma semana de "frenagem". Outra coisa era consciliar os papéis da mulher que toda mulher tem, eu achava tudo muito complicado. E digo que continua sendo, agora estou sob outra perspectiva.
Eu negava em mim, e muito, todos estes aspectos femininos, logo, não dava pra admitir a presença do Sagrado Feminino, a coisa foi piorando quando notei que estava perdendo a ternura, o carinho dentro de mim (olha que eu nunca fui um poço de carinho).
Eu senti isso, era evidente, não havia como negar. Mas eu já andei o caminho das pedras, logo viriam a rigidez e o vazio interior.
Chorei, chorei muito eu chorei pra caramba!
Depois de aliviada busquei nas estruturas e decidi que queria mudar, a começar por mim estendendo para os que estão mais próximos.
Já notei diferenças, várias diferenças pequenas e mais acho que notei que não era só eu assim. O patriarcado têm muita influência nessa forma de ser.
Hoje o ciclo não me incomoda mais, eu o respeito é o encaro como um período único pra mim cada ciclo é diferente. O ciclo é um Dom em mim. A maternidade, e todos os outros papéis que tenho.
A Deusa me mostrou que a completude só se dá de fato quando estamos em equilíbrio, em luz e sombra (sombra sim, pois ainda somos humanos e, todos temos muito a trilhar), alto e baixo, masculino e feminino. Como o Caldeirão da grande mãe onde borbulha todas as coisas, todos os elementos onde tudo estaria "apurando" em potência e, no momento exato se manifestará naturalmente como criação divina do amor Deles, dessa União sagrada e também profana.
Claro temos várias ferramentas, terapia, calor humano. Tudo isso ajuda! Mas considerando todos os Mestre podemos e devemos desnudar aspectos em nós que precisam um pouco mais de trabalho interior.
A espiritualidade, equilibrada e sadia requer auto conhecimento necessariamente! É um despertar sim!!! Sem negar nada do quê existe, é um integrar-se.
Mas não se iludam o caminho a trilhar é longo, a jornada será do jeito que será, com dias bons dias ruins, mas com sabor único e quem conhece certamente saberá.
O SAGRADO feminino desatrofia uma parte da alma.
Anaychay (Gratidão)

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